Category Archives: Retenção de urinas, incontinência

Definição

063252 Ampliada 300x300 - Definição

A retenção e a incontinência urinária são dois estados exatamente opostos. Com efeito, retenção significa a impossibilidade de emissão das urinas; incontinência, a impossibilidade de as reter.

Qual a razão que nos leva a tratar estas duas doenças opostas num mesmo capítulo? Porque os pontos que lhes correspondem são os mesmos, prova suplementar de uma ação essencialmente reguladora.

Causas

Prostata 1 300x225 - Causas

Tudo o que provoca obstáculo à saída das urinas cria uma retenção. Entre as causas mais frequentes:

— No homem, podemos encontrar:

• Um estreitamento da uretra, na sequência de uma infecção desta, ainda que antiga;

• Um mau funcionamento da bexiga;

• Ou, sobretudo, a existência de um adenoma prostático, a «próstata» das pessoas idosas;

— Na mulher, uma compressão por uma massa abdominal, sobretudo um fribroma;

— Na criança, há que pensar sempre numa deformação das vias urinárias.

Quanto à incontinência, está ligada a acidentes cirúrgicos ou obstétricos.

No homem, trata-se sobretudo de uma sequela da operação à próstata, que provoca uma incontinência muitas vezes transitória, que se recompõe em poucas semanas, mas, por vezes, infelizmente, é definitiva.
Na mulher, a incontinência é uma consequência mais ou menos longínqua de um parto difícil com fórcipe, lacerações, etc.

Faz-se acompanhar frequentemente de um prolapso, uma «descida» do útero ou da bexiga.

Finalmente, a incontinência, tal como a retenção, aliás, pode vir na sequência de uma paralisia da espinal medula.

Os pontos

meridian image2 300x176 - Os pontos

Dois principais, dois acessórios:

Os principais:

O primeiro está situado a três dedos travessos, para cada lado do ânus.

O segundo na extremidade do dedo pequeno do pé, no ângulo da unha orientado para fora.

Os acessórios:

O primeiro sobre o rebordo do púbis, sobre a linha mediana.

Os segundos sobre o osso pubiano, a um dedo abaixo e para a zona exterior do precedente.

Lugar da nossa terapêutica

acupuntura estetica2 300x225 - Lugar da nossa terapêutica

Esta é muito interessante em dois casos principais:

— Se há uma retenção aguda, a estimulação dos pontos pode fazer desaparecer um espasmo, deixar sair as urinas e retardar o momento da algaliação;

— Nas incontinências, sobretudo, nas quais uma estimulação regular pode melhorar a situação.

Tratamento habitual

cirurgia2 300x225 - Tratamento habitual

Nas retenções, sobretudo nas agudas, há que começar por aliviar o doente. Há uma atitude que é indispensável: a algaliação, isto é, a introdução de uma espécie de pequeno tubo semi-rígido que sobe até à bexiga e pelo qual sai a urina.

Quando a algaliação não é possível, pratica-se uma punção da bexiga diretamente através da parede do ventre. Mas isso é só um primeiro recurso, porque é preciso depois examinar as vias urinárias, especialmente por meio de raios X, para se encontrar a causa e se poder conseguir uma solução definitiva, geralmente por meio de atuação cirúrgica.

O problema das incontinências é muito mais difícil de tratar.

A cirurgia pode também melhorar a situação, corrigindo uma deformação ou fazendo «subir os órgãos», fixando novamente a bexiga ou o útero descaídos.

Mas, mesmo após a operação, os resultados nem sempre são completos, ou permanentes.

Modo de emprego

Acupuncture12 267x300 - Modo de emprego

Na retenção de urinas, convém estimular, quer com o dedo, quer com a agulha, até à aparição da urina. Não recomeçar com excessiva frequência, mas aproveitar o apaziguamento para praticar uma exploração das vias urinárias.

Na incontinência, estimular durante quinze minutos os pontos com o dedo, com agulha ou por estimulação eléctrica. A estimulação pode ser associada utilmente a pequenos exercícios muito simples de ginástica do períneo, que consistem em praticar, ao mesmo tempo que a utilização dos pontos, movimentos de contração e de relaxamento do períneo, o doente deve sucessivamente contrair e relaxar as nádegas, umas dez vezes, de manhã e à noite.

Sinais e formas

113020227SZ 300x300 - Sinais e formas

A retenção pode ser aguda. Num sujeito que, até então, urinava normalmente, ou tinha uma pequena dificuldade, ocorre bruscamente uma paragem completa das urinas. Todavia, a vontade de urinar mantém-se e até repetidamente, mas, apesar dos esforços, não «sai» nada. Muito rapidamente o incómodo transforma-se em dor, e depois numa verdadeira tortura; o doente, exorbitado, pede que lhe acudam de qualquer maneira.

Mas a retenção também pode ser incompleta; o doente urina parcialmente, mas com frequência; finalmente, a urina sai gota a gota, permanentemente.

Nos dois casos, há um sinal comum: a aparição de uma «bola» no baixo-ventre, que não é mais do que a bexiga dilatada pela acumulação das urinas.

Quando nos apoiamos sobre esta bola, que se designa por «globo vesical», o sofrimento do doente atinge o seu ponto máximo.

A incontinência urinária é o inverso do que antes referimos. Nesse caso, o doente não pode reter as suas urinas; estas escorrem constantemente, ou então por jatos, e muitas vezes na sequência de um esforço: tosse, riso, etc.

Já vimos que, no primeiro caso, retenção e incontinência são por vezes difíceis de distinguir.

Excluímos das incontinências a enurese, o «xixi na cama» noturno das crianças, tratado no capítulo anterior.

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