Category Archives: Glândulas

Formas

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O bócio simples deforma a parte da frente do pescoço de uma maneira mais ou menos irregular. Por vezes, é unilateral; outras vezes, mergulha no tórax, sob o esterno.

O bócio tóxico apresenta-se sob duas formas:

• Ou o corpo da tiróide se «embala» na totalidade: é a doença de Basedow;

• Ou então é só uma parte, um «caroço», que dilata, se torna palpável numa glândula normal: é um nódulo tóxico.

Os exames permitem distinguir com segurança as duas variedades de bócio.

No bócio simples, tudo está normal.

No bócio tóxico:

• No sangue: — o colesterol está baixo; — há, principalmente, aumento do iodo e das hormonas da tiróide.

• No corpo: mede-se o reflexo do tendão de Aquiles, que reage demasiado depressa à percussão do martelo de reflexos;

• Ao nível da glândula: fazendo absorver iodo radioativo em pequena quantidade, ela «fotografa-se» a si própria, e podemos ver se fixa demasiado iodo e, portanto, se funciona demasiado na totalidade ou em parte.

Tratamento habitual

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Depois de tudo isto, que poderemos concluir, no plano terapêutico?

Primeiro, que a base de qualquer tratamento é uma dieta séria. Elas são numerosas. O difícil não é emagrecer, mas manter, na vida corrente, a perda de peso. Como poderemos então ajudar-nos a nós próprios?

E, para começar, há medicamentos que fazem emagrecer?

Não hesitemos na resposta: muito poucos. E comecemos por falar daqueles que devemos evitar: os moderadores do apetite, os extractos de tiróide, os diuréticos. Os primeiros são perigosos para os nervos, os outros dois não passam de variedades ilógicas, porque nem a tiróide nem a água têm a ver com a obesidade. Então, que nos fica? Algumas enzimas, um tratamento homeopático — um verdadeiro—, quando é bem conduzido, e a nossa terapêutica.

Sinais

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O bócio simples traduz-se por um inchaço do pescoço na parte anterior da maça-de-adão. Esta deformação é por vezes enorme.

Pelo contrário, o bócio tóxico é mais pequeno; outras vezes torna-se mais saliente devido ao batimento das artérias do pescoço, mas faz-se acompanhar:

• De emagrecimento;
• De palpitações;
• De um grande estado de nervosismo;
• De uma saliência dos olhos, que se tornam brilhantes, demasiado «saídos», o que é designado, em termos científicos, por exoftalmia.

Causas

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A investigação das causas da obesidade já fez gastar milhões e correr rios de tinta.

As opiniões — tal como sempre acontece em medicina — evoluíram muito.

Primeiro começou-se por querer incriminar as «glândulas», e sobretudo as glândulas endócrinas, que se acabavam de descobrir, porque doenças raras (mixedema, etc.) se fazem acompanhar por uma sobrecarga de gorduras. Mas trata-se de excepções.

Posteriormente, em pleno período freudiano, pretendeu-se incriminar o excesso de alimentação, a «hiperfagia» do sujeito bloqueado na «fase oral».

Finalmente, na nossa época, regressando à hereditariedade, há quem se esforce por identificar os «genes» como responsáveis pelo aspecto bem nutrido.

Há uma parte de verdade em quase todas estas teorias.

— É certo que intervém com frequência um fator hereditário e que há famílias de obesos, sendo este fator hereditário, aliás, bastante próximo do da diabetes, já que ambas as doenças se encontram muitas vezes em simultâneo.

— Nem por isso é menos verdade que existe, pelo menos com igual frequência, uma «hereditariedade dos maus hábitos», na qual, com a maior boa-fé, o «atulhamento» começa logo na infância, e as pessoas comem demasiado sem sequer se darem conta.

— Há também as más condições da vida atual, a posição sentada por tempo excessivo, no escritório ou no automóvel, as refeições de negócios, o «petisco» de toda a espécie, que sobrecarregam o indivíduo.

— Há a causa psicológica: o indivíduo que come «qualquer coisita» ao longo de todo o dia para compensar o seu tédio ou a sua angústia.

— E, muito recentemente, descobriu-se que estão em causa mediadores químicos, esses misteriosos «mensageiros» do sistema nervoso; diferentes na obesidade do adulto, no qual se trataria de um estimulador da secreção da insulina que teria como efeito carregar as células de gordura, enquanto, na criança, é a secreção excessiva de prolactina, hormona normalmente «carregada» da lactação, que multiplicaria o número das células gordas.

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