Category Archives: Glândulas

Sinais

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O bócio simples traduz-se por um inchaço do pescoço na parte anterior da maça-de-adão. Esta deformação é por vezes enorme.

Pelo contrário, o bócio tóxico é mais pequeno; outras vezes torna-se mais saliente devido ao batimento das artérias do pescoço, mas faz-se acompanhar:

• De emagrecimento;
• De palpitações;
• De um grande estado de nervosismo;
• De uma saliência dos olhos, que se tornam brilhantes, demasiado «saídos», o que é designado, em termos científicos, por exoftalmia.

Causas

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A investigação das causas da obesidade já fez gastar milhões e correr rios de tinta.

As opiniões — tal como sempre acontece em medicina — evoluíram muito.

Primeiro começou-se por querer incriminar as «glândulas», e sobretudo as glândulas endócrinas, que se acabavam de descobrir, porque doenças raras (mixedema, etc.) se fazem acompanhar por uma sobrecarga de gorduras. Mas trata-se de excepções.

Posteriormente, em pleno período freudiano, pretendeu-se incriminar o excesso de alimentação, a «hiperfagia» do sujeito bloqueado na «fase oral».

Finalmente, na nossa época, regressando à hereditariedade, há quem se esforce por identificar os «genes» como responsáveis pelo aspecto bem nutrido.

Há uma parte de verdade em quase todas estas teorias.

— É certo que intervém com frequência um fator hereditário e que há famílias de obesos, sendo este fator hereditário, aliás, bastante próximo do da diabetes, já que ambas as doenças se encontram muitas vezes em simultâneo.

— Nem por isso é menos verdade que existe, pelo menos com igual frequência, uma «hereditariedade dos maus hábitos», na qual, com a maior boa-fé, o «atulhamento» começa logo na infância, e as pessoas comem demasiado sem sequer se darem conta.

— Há também as más condições da vida atual, a posição sentada por tempo excessivo, no escritório ou no automóvel, as refeições de negócios, o «petisco» de toda a espécie, que sobrecarregam o indivíduo.

— Há a causa psicológica: o indivíduo que come «qualquer coisita» ao longo de todo o dia para compensar o seu tédio ou a sua angústia.

— E, muito recentemente, descobriu-se que estão em causa mediadores químicos, esses misteriosos «mensageiros» do sistema nervoso; diferentes na obesidade do adulto, no qual se trataria de um estimulador da secreção da insulina que teria como efeito carregar as células de gordura, enquanto, na criança, é a secreção excessiva de prolactina, hormona normalmente «carregada» da lactação, que multiplicaria o número das células gordas.

Formas

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Então, somos gordos a partir de que peso?

Já se pretendeu —o que também é próprio do nosso tempo — definir matematicamente a obesidade. E multiplicaram-se as tabelas que pretendem definir o peso ideal. Na verdade, tudo leva a crer que nenhuma tabela apresentava valores absolutos e que mais vale classificar as obesidades segundo dois critérios:

Primeiro, o critério morfológico, a «forma» do corpo- Assim, podemos distinguir:

— A obesidade de tipo masculino dita «andróide», na qual o excesso de peso incide sobre a metade superior do corpo;

— A obesidade de tipo feminino, dita «ginóide», com superabundância de gorduras sobre a metade inferior;

— Finalmente, as obesidades localizadas, as «bolsas» de gordura; nesse caso trata-se da celulite, que provoca o desespero das nossas companheiras, porque se trata de uma desgraça especificamente feminina, podendo essas bolsas surgir localizadas sobre as ancas (ancas de cavalo), as coxas, os joelhos ou os tornozelos.

Cada tipo de obesidade tem a sua patologia própria. O tipo masculino faz-se frequentemente acompanhar de hipertensão e de doenças cardíacas. O tipo feminino, por problemas venosos (varizes—flebites) dos membros inferiores. Quanto à celulite, faz-se acompanhar de problemas… mentais, na medida em que faz desesperar a mulher que dela sofre, porque nem mesmo um emagrecimento geral leva forçosamente ao seu desaparecimento.

E também há que ter em conta factores psicológicos:

— Há gordos felizes, assumidos, que se sentem bem dentro da sua pele. Só com uma extrema prudência se deverá tocar na sua obesidade, em função dos riscos que eles correm;

— Há também falsos gordos, e sobretudo falsas gordas, que vivem de olhos fixos no ponteiro da balança, e que é preciso tentar convencer da inexistência da sua sobrecarga ponderal, o que não é fácil!

E há todos os outros que têm uma necessidade real de emagrecer e que sofrem com o seu peso; para esses foi redigido este capítulo.

Tratamento habitual

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• Na diabetes «magra», é a insulina em injeções diárias, associada a um regime alimentar severo;

• Na diabetes «gorda», é preciso começar por emagrecer. Se a diabetes não regride apesar do emagrecimento, prescreve-se comprimidos que fazem baixar o açúcar.
O futuro do tratamento será, sem dúvida, na diabetes «magra», a transplantação do pâncreas ou a implantação de «bombas de insulina».

Sinais

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Quanto a isto, é preciso dizer que há duas espécies de obesidade: a obesidade-doença e a obesidade-«moda».

Foram as companhias de seguros americanas as primeiras a darem o alarme, por volta dos anos 50, demonstrando —aliás, por interesseiras razões financeiras — que o «risco vital» era aumentado em caso de obesidade e que tal crescimento era paralelo ao aumento do peso segundo uma percentagem progressiva e redutível a números.

E depois veio a moda imiscuir-se na questão: cada época da história tem os seus cânones da beleza masculina ou feminina. A prática desportiva, o nascimento da sociedade de lazeres, em que as pessoas se
passeiam pelas praias numa nudez a três quartos, valorizaram a imagem do homem de ventre liso e da mulher filiforme «estilo manequim».

Nos desejos dos nossos contemporâneos, a beleza opulenta do Renascimento ou o burguês nutrido dos princípios do século tornaram-se repelentes. Temos de acompanhar os tempos…

Evolução

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A evolução espontânea está semeada de complicações.

É certo que um indivíduo bem vigiado já não deverá entrar em coma, mas as artérias estão em perigo ao nível dos olhos, do coração, das pernas e dos rins.

A afecção das artérias é muitas vezes hereditária. Mas é indiscutivelmente agravada por um deficiente controlo da diabetes. Daí o interesse de uma vigilância contínua feita pelo próprio doente por meio de pequenas tiras de papel, que servem para molhar com urina ou uma gota de sangue.

Causas

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O bócio simples surge, devido a razões ainda mal conhecidas, nas regiões em que há falta de iodo.

Quanto ao bócio tóxico, a medicina mudou de opinião; começou-se por atribuir culpas à glândula hipófise. Parece que, talvez sob o efeito de um vírus, a tiróide se «embala» a si própria.

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