Category Archives: Glândulas

Causas

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A investigação das causas da obesidade já fez gastar milhões e correr rios de tinta.

As opiniões — tal como sempre acontece em medicina — evoluíram muito.

Primeiro começou-se por querer incriminar as «glândulas», e sobretudo as glândulas endócrinas, que se acabavam de descobrir, porque doenças raras (mixedema, etc.) se fazem acompanhar por uma sobrecarga de gorduras. Mas trata-se de excepções.

Posteriormente, em pleno período freudiano, pretendeu-se incriminar o excesso de alimentação, a «hiperfagia» do sujeito bloqueado na «fase oral».

Finalmente, na nossa época, regressando à hereditariedade, há quem se esforce por identificar os «genes» como responsáveis pelo aspecto bem nutrido.

Há uma parte de verdade em quase todas estas teorias.

— É certo que intervém com frequência um fator hereditário e que há famílias de obesos, sendo este fator hereditário, aliás, bastante próximo do da diabetes, já que ambas as doenças se encontram muitas vezes em simultâneo.

— Nem por isso é menos verdade que existe, pelo menos com igual frequência, uma «hereditariedade dos maus hábitos», na qual, com a maior boa-fé, o «atulhamento» começa logo na infância, e as pessoas comem demasiado sem sequer se darem conta.

— Há também as más condições da vida atual, a posição sentada por tempo excessivo, no escritório ou no automóvel, as refeições de negócios, o «petisco» de toda a espécie, que sobrecarregam o indivíduo.

— Há a causa psicológica: o indivíduo que come «qualquer coisita» ao longo de todo o dia para compensar o seu tédio ou a sua angústia.

— E, muito recentemente, descobriu-se que estão em causa mediadores químicos, esses misteriosos «mensageiros» do sistema nervoso; diferentes na obesidade do adulto, no qual se trataria de um estimulador da secreção da insulina que teria como efeito carregar as células de gordura, enquanto, na criança, é a secreção excessiva de prolactina, hormona normalmente «carregada» da lactação, que multiplicaria o número das células gordas.

Tratamento habitual

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• Na diabetes «magra», é a insulina em injeções diárias, associada a um regime alimentar severo;

• Na diabetes «gorda», é preciso começar por emagrecer. Se a diabetes não regride apesar do emagrecimento, prescreve-se comprimidos que fazem baixar o açúcar.
O futuro do tratamento será, sem dúvida, na diabetes «magra», a transplantação do pâncreas ou a implantação de «bombas de insulina».

Sinais

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Quanto a isto, é preciso dizer que há duas espécies de obesidade: a obesidade-doença e a obesidade-«moda».

Foram as companhias de seguros americanas as primeiras a darem o alarme, por volta dos anos 50, demonstrando —aliás, por interesseiras razões financeiras — que o «risco vital» era aumentado em caso de obesidade e que tal crescimento era paralelo ao aumento do peso segundo uma percentagem progressiva e redutível a números.

E depois veio a moda imiscuir-se na questão: cada época da história tem os seus cânones da beleza masculina ou feminina. A prática desportiva, o nascimento da sociedade de lazeres, em que as pessoas se
passeiam pelas praias numa nudez a três quartos, valorizaram a imagem do homem de ventre liso e da mulher filiforme «estilo manequim».

Nos desejos dos nossos contemporâneos, a beleza opulenta do Renascimento ou o burguês nutrido dos princípios do século tornaram-se repelentes. Temos de acompanhar os tempos…

Evolução

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A evolução espontânea está semeada de complicações.

É certo que um indivíduo bem vigiado já não deverá entrar em coma, mas as artérias estão em perigo ao nível dos olhos, do coração, das pernas e dos rins.

A afecção das artérias é muitas vezes hereditária. Mas é indiscutivelmente agravada por um deficiente controlo da diabetes. Daí o interesse de uma vigilância contínua feita pelo próprio doente por meio de pequenas tiras de papel, que servem para molhar com urina ou uma gota de sangue.

Causas

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O bócio simples surge, devido a razões ainda mal conhecidas, nas regiões em que há falta de iodo.

Quanto ao bócio tóxico, a medicina mudou de opinião; começou-se por atribuir culpas à glândula hipófise. Parece que, talvez sob o efeito de um vírus, a tiróide se «embala» a si própria.

Evolução

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As hemorróidas evoluem geralmente sob a forma de crises, intervaladas com períodos de tranquilidade. Mas podem surgir complicações com grande frequência: infeções, até mesmo abcessos, ou então a «saída» do conjunto da massa hemorroidária, o prolapso, que necessita de medidas urgentes. Também é muito frequente a ocorrência de infeções nas fístulas e fissuras.

Os pontos

meridian image 300x176 - Os pontos

Dois no corpo, dois na orelha, todos igualmente importantes:

Sobre o corpo:

O primeiro está situado sobre o lado exterior da barriga da perna, a uma mão abaixo da curva do joelho, estando este dobrado.

O segundo sobre o flanco, no bordo inferior do tórax, sobre a ponta da costela flutuante.

Na orelha:

O primeiro ponto está a 1 mm adiante da extremidade inferior do trago, a pequena «bossa» situada na parte da frente do pavilhão.

O segundo no fundo da orelha, por cima do lóbulo, a «bola» que termina a orelha na parte de baixo.

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