Category Archives: Os “olhos tortos”

Lugar da nossa terapêutica

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Ela é um útil complemento.

Nas diplopias do adulto, ajuda a regressar à normalidade.

Nos estrabismos da criança, a estimulação dos pontos auxilia consideravelmente a reeducação e diminui-lhe a duração.

Por isso seria excelente que os terapeutas de ortóptica a associassem sistematicamente aos seus exercícios.

Definição

download8 - Definição

O estrabismo traduz a perda do paralelismo dos dois olhos. Estes, seja qual for o sítio que olhem, devem estar sempre rigorosamente simétricos. Quando esta simetria não é realizada, diz-se, em termos científicos, que o doente é estrábico. Há uma distinção a fazer: quando o globo ocular está mais inclinado para o exterior, estrabismo externo: ou para o interior, estrabismo interno.

Formas e Causas

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Para compreendermos bem as causas dos estrabismos, temos de ter presente o funcionamento do globo ocular. Este «flutua» literalmente num meio fluido composto por gordura, situado na cavidade da face que constitui a órbita.

Acontece que o globo está aí fixado por meio de um conjunto de músculos que desempenham o papel de roldana e que, ao mesmo tempo que o sustentam, o fazem mover nos diferentes sentidos do espaço. Não há menos de seis músculos para fazerem mover o olho; quatro deles fazem-no girar francamente numa das direções do espaço, para cima, para baixo, para dentro e para fora, por isso os designamos por músculos direitos. Os dois últimos músculos fazem girar o globo sobre si próprio. Normalmente, os movimentos dos dois olhos são rigorosamente síncronos, encontrando-se o «computador» ao nível do cérebro.

Mas basta que, por qualquer razão, um músculo seja deficiente para facilmente compreendermos que os dois olhos vão divergir. O doente começa a ter os olhos «tortos».

Há dois grandes tipos de causas susceptíveis de provocar um estrabismo.

No adulto, este é geralmente secundário a um problema cerebral. Com efeito, cada um dos músculos possui o seu nervo particular que pode ser atingido em qualquer ponto do seu percurso, mas particularmente na sua origem e, frequentemente na sequência de uma doença por vírus, ou de uma pequena hemorragia, o doente começa de súbito a ver uma imagem dupla; é aquilo a que damos o nome bárbaro de diplopia.

Na criança, pelo contrário, o estrabismo surge muito cedo, logo nos primeiros meses, e está associado ou a uma deformação de um dos músculos, demasiado longo ou demasiado curto, ou a uma má «montagem» cerebral, em que o paralelismo não se estabelece. Seja qual for a causa, é necessário intervir muito rapidamente porque, ao contrário do adulto, a quem a diplopia provoca grande incómodo, a criança habitua-se depressa à sua desgraça. Põe um olho, de certo modo, a «dormir», habituando-se a só olhar com o outro. Mas acontece que a visão binocular é absolutamente necessária para a apreciação exata das distâncias.

Os Pontos

meridian image 300x176 - Os Pontos

Dois pontos comuns a todos os estrabismos, dois pontos a acrescentar, se se trata de um estrabismo interno ou externo.

Os pontos comuns:

O primeiro está situado na parte de trás da cabeça, sobre o rebordo do crânio numa pequena concavidade, a dois dedos para trás da orelha.

O segundo sobre o dorso da mão, no ângulo formado pelo prolongamento do indicador e do polegar.

Estrabismo interno

Acrescentar:

Um ponto situado no ângulo interior do olho, por onde escorrem as lágrimas. Um ponto situado no meio da sobrancelha.

Estrabismo externo

Acrescentar:

Um ponto situado no meio da têmpora a meio caminho entre a extremidade da sobrancelha e a «patilha» do
cabelo. Um ponto situado sobre o bordo inferior da órbita, na junção do terço exterior e dos dois terços interiores deste rebordo.

Tratamento Habitual

procedimentos 300x176 - Tratamento Habitual

Ainda há alguns anos, a terapêutica dos estrabismos era quase unicamente cirúrgica. O cirurgião modificava o músculo demasiado comprido ou demasiado curto.

Mas o desenvolvimento substancial das terapêuticas médicas e da cinesioterapia reduziu consideravelmente o seu campo de intervenção.

A diplopia do adulto cura-se sozinha na maioria dos casos, auxiliada ou não por medicamentos para a circulação sanguínea. Pelo contrário, a ortóptica, que se ocupa do estrabismo da criança, é um dos ramos da cinesioterapia. Através de exercícios da visão, cobrindo com um vidro opaco o olho bom, obriga-se a criança a servir-se do outro e, com paciência e obstinação, consegue-se restabelecer a visão normal.

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