Category Archives: Sistema nervoso

Lugar da nossa terapêutica

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Se existem doenças que à primeira vista, parecem inacessíveis à nossa terapêutica, essas são as doenças mentais. E, todavia, na China, hospitais psiquiátricos na sua totalidade consagram-se ao tratamento dos esquizofrénicos através da medicina tradicional.

Tratamento habitual

cinesioterapia 2 300x200 - Tratamento habitual

Há que reconhecer que estamos cruelmente desarmados perante as paralisias.

A cinesioterapia é o melhor tratamento, com sessões repetidas e um trabalho tenaz.

Os medicamentos, sobretudo as vitaminas B,, B,2, etc, são utilizados sistematicamente sem que estejamos muito seguros acerca da sua atividade. Acaba de nascer uma pequena esperança, com a descoberta de substâncias capazes de «fazer crescer» os nervos, mas ainda exigem uma longa experimentação.

Além disso, a cirurgia implanta audaciosamente pilhas que produzem uma estimulação eléctrica ao nível dos nervos paralisados.

Sinais e formas

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1) A epilepsia acima descrita é a chamada grande crise de epilepsia, ainda agora designada como «grande mal», com as suas três fases sucessivas:

a) Tónica, na qual o doente cai redondamente, rígido como uma tábua;

b) Clónica, na qual o doente é atingido por convulsões musculares breves, repetidas e bruscas;

c) De estupor, na qual o doente se sente confuso, não se recordando, em absoluto, do que se passou.

É esta a forma mais frequente, mas há outras duas que podem existir quer isoladamente, quer alternadamente com a primeira, e que são:

2) A epilepsia de Bravais-Jackson, assim designada a partir dos nomes daqueles que a descreveram, na qual o doente não perde a consciência, mas vê uma parte do seu corpo (um braço, por exemplo) agitada por movimentos involuntários, que duram mais ou menos tempo.

3) O «pequeno mal», cuja manifestação mais espetacular é a «ausência». O doente, que muitas vezes estava a falar, cala-se bruscamente; os seus olhos tornam-se vagos ou parecem fixar um ponto imaginário.

Ao fim de alguns segundos, ou alguns minutos, retoma o seu discurso, não tendo, também neste caso, qualquer recordação desta suspensão temporária da consciência.

Sinais

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O doente apresenta um aspeto muito característico. O rosto está desviado, repuxado para o lado são, porque desse lado os músculos mantêm a sua tonicidade, a sua eficácia.

Pelo contrário, do lado doente, a face está flácida, as rugas da pele desaparecem, o olho deixa de fechar, os lábios erguem-se a cada movimento respiratório (diz-se que o doente «fuma cachimbo»).

Causas

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Do ponto de vista das causas, e reunindo todas as formas, as epilepsias dividem-se em dois grandes grupos:

• Aquelas em que é possível encontrar uma causa;

• Aquelas em que não é possível detectar qualquer causa, as chamadas «epilepsias essenciais».

Há que dizer desde já que a epilepsia é uma doença orgânica que não tem nada a ver com uma origem psicológica, ainda que possa ter repercussões sobre a vida mental num outro plano. Grandes homens foram epilépticos (Júlio César, por exemplo).

A epilepsia é devida a uma espécie de «curto-circuito» do funcionamento do cérebro. As suas causas conhecidas são múltiplas: traumatismos cranianos, infecções do cérebro mais ou menos antigas, deformação dos vasos sanguíneos cerebrais e, sobretudo, tumores cerebrais (há sempre que desconfiar da sua presença, nos casos em que a epilepsia aparece num adulto).

Quando não se consegue determinar uma causa, trata-se de epilepsia dita «essencial», mas, atualmente, graças aos exames complementares: electroencefalograma, e sobretudo o extraordinário scanner, a segunda variedade está a diminuir em relação à primeira, o que é um grande progresso.

Formas e causas

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Entre a infinita variedade das afeções nervosas encontramos, todavia, grandes quadros que resumem a maioria dos casos e que passamos a descrever, com as suas causas:

1) As hemiplegias: trata-se da paralisia de uma metade, direita ou esquerda, do corpo. A hemiplegia é geralmente consequência de uma perturbação que ocorre numa artéria do cérebro: ou então esta sangrou (hemorragia cerebral), ou ficou bloqueada (trombose);

2) As paraplegias: trata-se de uma paralisia da metade inferior do corpo, dos dois membros inferiores.
A sua causa é uma afecção da espinal medula, muitas vezes devido a um acidente. A medula está cortada, logo os nervos das pernas deixam de funcionar. Estão-lhe frequentemente associadas perturbações da evacuação da bexiga ou do intestino;

3) As polinevrites: o ataque situa-se ainda mais abaixo, não afetando senão a extremidade da perna e o pé. O doente caminha lançando o pé para a frente; diz-se, por analogia com a forma de caminhar do cavalo, que ele trota.
A causa é geralmente tóxica, e entre os tóxicos mais frequentemente em causa encontra-se, infelizmente, o álcool;

4) Os ataques difusos: estes afetam regiões diferentes do corpo, uma mão e uma perna, por exemplo. A doença típica que cria estas situações é a terrível esclerose em placas, que destrói o cérebro e a medula por meio de placas espaçadas que, portanto, dão origem a paralisias difusas e irregulares. A causa exata desta doença é desconhecida; atualmente atribuiu-se as culpas a vírus «lentos», que se fixariam sobre os nervos na infância e os destruiriam aos poucos.

Tratamento habitual

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Durante muito tempo inexistente, o tratamento torna-se cada vez mais ativo.

Primeiro no plano médico, no qual a cortisona diminui indiscutivelmente a inflamação do nervo e, por conseguinte, apressa a recuperação. No plano cirúrgico, igualmente, a descompressão do nervo pode conduzir a uma recuperação mais rápida.

Finalmente, não devemos esquecer os movimentos do rosto, a cinesioterapia que nós próprios podemos fazer diante de um espelho, e que é tão válida para os pequenos músculos como para os grandes. Esta cinesioterapia associa-se admiravelmente, aliás, à nossa terapêutica.

Tratamento habitual

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O tratamento das doenças mentais foi alterado pelo aparecimento da quimioterapia. Antes dela, não havia senão o electrochoque, que trazia algumas melhoras.

Embora não tenha totalmente desaparecido, o seu lugar foi tomado pelos neurolépticos e pelos tranquilizantes. É de realçar, na psicose maníaco-depressiva, a acção quase específica de um metal, o lítio.

É óbvio que o doente deverá ser sempre apoiado por uma psicoterapia compreensiva.

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