Category Archives: Sistema nervoso

Causas

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Do ponto de vista das causas, e reunindo todas as formas, as epilepsias dividem-se em dois grandes grupos:

• Aquelas em que é possível encontrar uma causa;

• Aquelas em que não é possível detectar qualquer causa, as chamadas «epilepsias essenciais».

Há que dizer desde já que a epilepsia é uma doença orgânica que não tem nada a ver com uma origem psicológica, ainda que possa ter repercussões sobre a vida mental num outro plano. Grandes homens foram epilépticos (Júlio César, por exemplo).

A epilepsia é devida a uma espécie de «curto-circuito» do funcionamento do cérebro. As suas causas conhecidas são múltiplas: traumatismos cranianos, infecções do cérebro mais ou menos antigas, deformação dos vasos sanguíneos cerebrais e, sobretudo, tumores cerebrais (há sempre que desconfiar da sua presença, nos casos em que a epilepsia aparece num adulto).

Quando não se consegue determinar uma causa, trata-se de epilepsia dita «essencial», mas, atualmente, graças aos exames complementares: electroencefalograma, e sobretudo o extraordinário scanner, a segunda variedade está a diminuir em relação à primeira, o que é um grande progresso.

Formas e causas

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Entre a infinita variedade das afeções nervosas encontramos, todavia, grandes quadros que resumem a maioria dos casos e que passamos a descrever, com as suas causas:

1) As hemiplegias: trata-se da paralisia de uma metade, direita ou esquerda, do corpo. A hemiplegia é geralmente consequência de uma perturbação que ocorre numa artéria do cérebro: ou então esta sangrou (hemorragia cerebral), ou ficou bloqueada (trombose);

2) As paraplegias: trata-se de uma paralisia da metade inferior do corpo, dos dois membros inferiores.
A sua causa é uma afecção da espinal medula, muitas vezes devido a um acidente. A medula está cortada, logo os nervos das pernas deixam de funcionar. Estão-lhe frequentemente associadas perturbações da evacuação da bexiga ou do intestino;

3) As polinevrites: o ataque situa-se ainda mais abaixo, não afetando senão a extremidade da perna e o pé. O doente caminha lançando o pé para a frente; diz-se, por analogia com a forma de caminhar do cavalo, que ele trota.
A causa é geralmente tóxica, e entre os tóxicos mais frequentemente em causa encontra-se, infelizmente, o álcool;

4) Os ataques difusos: estes afetam regiões diferentes do corpo, uma mão e uma perna, por exemplo. A doença típica que cria estas situações é a terrível esclerose em placas, que destrói o cérebro e a medula por meio de placas espaçadas que, portanto, dão origem a paralisias difusas e irregulares. A causa exata desta doença é desconhecida; atualmente atribuiu-se as culpas a vírus «lentos», que se fixariam sobre os nervos na infância e os destruiriam aos poucos.

Tratamento habitual

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Durante muito tempo inexistente, o tratamento torna-se cada vez mais ativo.

Primeiro no plano médico, no qual a cortisona diminui indiscutivelmente a inflamação do nervo e, por conseguinte, apressa a recuperação. No plano cirúrgico, igualmente, a descompressão do nervo pode conduzir a uma recuperação mais rápida.

Finalmente, não devemos esquecer os movimentos do rosto, a cinesioterapia que nós próprios podemos fazer diante de um espelho, e que é tão válida para os pequenos músculos como para os grandes. Esta cinesioterapia associa-se admiravelmente, aliás, à nossa terapêutica.

Tratamento habitual

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O tratamento das doenças mentais foi alterado pelo aparecimento da quimioterapia. Antes dela, não havia senão o electrochoque, que trazia algumas melhoras.

Embora não tenha totalmente desaparecido, o seu lugar foi tomado pelos neurolépticos e pelos tranquilizantes. É de realçar, na psicose maníaco-depressiva, a acção quase específica de um metal, o lítio.

É óbvio que o doente deverá ser sempre apoiado por uma psicoterapia compreensiva.

Tratamento habitual

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Para além dos casos em que é encontrada uma causa curável, o tratamento consiste em tomar durante muito tempo, ou até mesmo indefinidamente, produtos químicos, entre os quais o mais conhecido é o gardenal.

Estes medicamentos não têm senão um papel de proteção e não possuem qualquer efeito curativo.

Modo de emprego

Acupuncture1 266x300 - Modo de emprego

Trata-se de uma situação de grande urgência, os minutos contam.

É preciso, evidentemente, evacuar o doente para o hospital mais próximo, o mais depressa possível, e enquanto tal não acontece, no local onde ele se encontra, estimular os pontos por todos os meios à nossa disposição, massagem, descarga elétrica ou picada enérgica com uma ponta metálica.

Estimule fortemente.

Podemos ter a sorte de ver o doente sair do coma e chegar em melhores condições ao hospital.

Os pontos

meridian image2 300x176 - Os pontos

Sendo todos igualmente importantes, dividem-se da seguinte forma:

Pontos na origem das lesões e pontos ao nível das lesões.

1) Pontos na origem: Nas hemiplegias (paralisia de metade do corpo), estes pontos estão situados sobre
o crânio:

O mais importante, no topo deste, na junção da linha mediana e daquela que passa pelas duas orelhas: um outro, na nuca, no rebordo posterior do crânio, no meio deste.

Nas paraplegias (paralisia das duas pernas), o ponto está situado na região lombar, por cima do osso sacro, sob a última vértebra sensível ao dedo (quarta vértebra lombar).

Nas polinevrites, o ponto está situado sobre o lado exterior da barriga da perna, adiante da cabeça do perónio.

2) Pontos ao nível das lesões: Para o ombro, a meio do declive deste:

Para o braço, na extremidade exterior da dobra do cotovelo;

Para o antebraço, a meio deste (do lado do dorso da mão), a meia distância entre

Os seus bordos e as dobras do cotovelo e do pulso;

Para a mão, sobre o dorso da mão;

Para os dedos, ao longo destes;

Para a anca, por trás da cabeça do fémur;

Para a coxa, ao meio das faces anterior e posterior;

Para a perna, adiante da cabeça do perónio;

Para o pé, a meio da dobra dorsal do pé e do dorso deste;

Para os dedos do pé, na base destes.

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