Category Archives: As paralisias

Definição

INCLUSÃO MOTORA 300x225 - Definição

A paralisia é a abolição da motricidade numa ou várias partes do corpo.

Esta abolição está ligada a uma interrupção do funcionamento nervoso motor; pode ter a sua origem numa afeção do sistema nervoso em todo o seu trajeto, desde o cérebro, onde se encontram zonas especializadas (áreas motoras) correspondentes às diversas partes do corpo, até à extremidade da arborização terminal nervosa. É assim possível conceber a extrema diversidade das doenças que as causam, cuja descrição é de molde a encher vários volumes de medicina. Por isso, contentar-nos-emos com descrever as suas formas principais, porque a aplicação da nossa terapêutica depende do sector atingido, e não propriamente da causa.

Os pontos

meridian image2 300x176 - Os pontos

Sendo todos igualmente importantes, dividem-se da seguinte forma:

Pontos na origem das lesões e pontos ao nível das lesões.

1) Pontos na origem: Nas hemiplegias (paralisia de metade do corpo), estes pontos estão situados sobre
o crânio:

O mais importante, no topo deste, na junção da linha mediana e daquela que passa pelas duas orelhas: um outro, na nuca, no rebordo posterior do crânio, no meio deste.

Nas paraplegias (paralisia das duas pernas), o ponto está situado na região lombar, por cima do osso sacro, sob a última vértebra sensível ao dedo (quarta vértebra lombar).

Nas polinevrites, o ponto está situado sobre o lado exterior da barriga da perna, adiante da cabeça do perónio.

2) Pontos ao nível das lesões: Para o ombro, a meio do declive deste:

Para o braço, na extremidade exterior da dobra do cotovelo;

Para o antebraço, a meio deste (do lado do dorso da mão), a meia distância entre

Os seus bordos e as dobras do cotovelo e do pulso;

Para a mão, sobre o dorso da mão;

Para os dedos, ao longo destes;

Para a anca, por trás da cabeça do fémur;

Para a coxa, ao meio das faces anterior e posterior;

Para a perna, adiante da cabeça do perónio;

Para o pé, a meio da dobra dorsal do pé e do dorso deste;

Para os dedos do pé, na base destes.

Modo de emprego

Acupuncture11 266x300 - Modo de emprego

Escolha dos pontos. Escolher sempre o ponto na origem, e depois um a dois pontos ao nível das lesões, que mudarão em cada sessão.

Escolha da estimulação. Associar:

• Uma estimulação enérgica (exemplo, na China, as hemiplegias são tratadas com uma sessão de acupunctura eléctrica diária do ponto do crânio);

• A uma estimulação por massagem dos pontos durante dois minutos, três a quatro vezes por dia.

É rigoroso, mas tanto o doente como aqueles que o tratam ver-se-ão compensados, porque serão nítidas as melhoras, que virão progressivamente.

Tratamento habitual

cinesioterapia 2 300x200 - Tratamento habitual

Há que reconhecer que estamos cruelmente desarmados perante as paralisias.

A cinesioterapia é o melhor tratamento, com sessões repetidas e um trabalho tenaz.

Os medicamentos, sobretudo as vitaminas B,, B,2, etc, são utilizados sistematicamente sem que estejamos muito seguros acerca da sua atividade. Acaba de nascer uma pequena esperança, com a descoberta de substâncias capazes de «fazer crescer» os nervos, mas ainda exigem uma longa experimentação.

Além disso, a cirurgia implanta audaciosamente pilhas que produzem uma estimulação eléctrica ao nível dos nervos paralisados.

Formas e causas

PC190018 300x225 - Formas e causas

Entre a infinita variedade das afeções nervosas encontramos, todavia, grandes quadros que resumem a maioria dos casos e que passamos a descrever, com as suas causas:

1) As hemiplegias: trata-se da paralisia de uma metade, direita ou esquerda, do corpo. A hemiplegia é geralmente consequência de uma perturbação que ocorre numa artéria do cérebro: ou então esta sangrou (hemorragia cerebral), ou ficou bloqueada (trombose);

2) As paraplegias: trata-se de uma paralisia da metade inferior do corpo, dos dois membros inferiores.
A sua causa é uma afecção da espinal medula, muitas vezes devido a um acidente. A medula está cortada, logo os nervos das pernas deixam de funcionar. Estão-lhe frequentemente associadas perturbações da evacuação da bexiga ou do intestino;

3) As polinevrites: o ataque situa-se ainda mais abaixo, não afetando senão a extremidade da perna e o pé. O doente caminha lançando o pé para a frente; diz-se, por analogia com a forma de caminhar do cavalo, que ele trota.
A causa é geralmente tóxica, e entre os tóxicos mais frequentemente em causa encontra-se, infelizmente, o álcool;

4) Os ataques difusos: estes afetam regiões diferentes do corpo, uma mão e uma perna, por exemplo. A doença típica que cria estas situações é a terrível esclerose em placas, que destrói o cérebro e a medula por meio de placas espaçadas que, portanto, dão origem a paralisias difusas e irregulares. A causa exata desta doença é desconhecida; atualmente atribuiu-se as culpas a vírus «lentos», que se fixariam sobre os nervos na infância e os destruiriam aos poucos.

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