Category Archives: Epilepsia

Tratamento habitual

IM 004 300x200 - Tratamento habitual

Para além dos casos em que é encontrada uma causa curável, o tratamento consiste em tomar durante muito tempo, ou até mesmo indefinidamente, produtos químicos, entre os quais o mais conhecido é o gardenal.

Estes medicamentos não têm senão um papel de proteção e não possuem qualquer efeito curativo.

Os pontos

meridian image1 300x176 - Os pontos

Um principal, dois acessórios:

O principal:

Situado ao fundo das costas, sobre a espinha dorsal, a meio caminho entre as duas covinhas que marcam as
articulações do sacro e da bacia.

Os acessórios:

Um no topo da cabeça, sobre a linha que une o alto das duas orelhas. O segundo sob o rebordo do occipital, a meio deste.

Evolução

foto 2 300x225 - Evolução

1) Quando é possível encontrar uma causa curável, uma causa susceptível de permitir uma intervenção cirúrgica, por exemplo, a epilepsia será suprimida através dela.

2) Na epilepsia essencial, a evolução é variável:

a) Por vezes a epilepsia pode desaparecer por si só; é uma evolução frequente, sobretudo no adulto;

b) Na maior parte dos casos, mantém-se durante toda a vida, com um ritmo caprichoso e imprevisível, colocando assim em perigo a vida do doente, porque a crise e a queda podem ocorrer em qualquer lugar, numa escada, ao volante, etc;

c) Por vezes, a epilepsia agrava-se, as crises aproximam-se umas das outras, criando o «estado de mal epiléptico», que frequentemente evolui em direção à morte.

Modo de emprego

Acupuncture12 267x300 - Modo de emprego

É bastante difícil de precisar. Não há nenhum método que possa fazer cessar uma crise, uma vez desencadeada. Temos de nos contentar com colocar o doente numa posição de máximo conforto e meter-lhe na boca uma toalha turca ou uma colher de madeira (que já é difícil de encontrar!), a fim de evitar que ele morda a língua.

Por outro lado, a massagem, de manhã e à noite, durante alguns minutos, dos pontos indicados pode, como já dissemos, levar a uma redução do consumo de medicamentos.

Finalmente, a utilização da estimulação permanente, elétrica, por exemplo, dará sem dúvida uma dimensão nova à nossa terapêutica.

Causas

77110620130613095401 300x225 - Causas

Do ponto de vista das causas, e reunindo todas as formas, as epilepsias dividem-se em dois grandes grupos:

• Aquelas em que é possível encontrar uma causa;

• Aquelas em que não é possível detectar qualquer causa, as chamadas «epilepsias essenciais».

Há que dizer desde já que a epilepsia é uma doença orgânica que não tem nada a ver com uma origem psicológica, ainda que possa ter repercussões sobre a vida mental num outro plano. Grandes homens foram epilépticos (Júlio César, por exemplo).

A epilepsia é devida a uma espécie de «curto-circuito» do funcionamento do cérebro. As suas causas conhecidas são múltiplas: traumatismos cranianos, infecções do cérebro mais ou menos antigas, deformação dos vasos sanguíneos cerebrais e, sobretudo, tumores cerebrais (há sempre que desconfiar da sua presença, nos casos em que a epilepsia aparece num adulto).

Quando não se consegue determinar uma causa, trata-se de epilepsia dita «essencial», mas, atualmente, graças aos exames complementares: electroencefalograma, e sobretudo o extraordinário scanner, a segunda variedade está a diminuir em relação à primeira, o que é um grande progresso.

Sinais e formas

foto012009 3 12 06 57 58BALTAZAR 300x199 - Sinais e formas

1) A epilepsia acima descrita é a chamada grande crise de epilepsia, ainda agora designada como «grande mal», com as suas três fases sucessivas:

a) Tónica, na qual o doente cai redondamente, rígido como uma tábua;

b) Clónica, na qual o doente é atingido por convulsões musculares breves, repetidas e bruscas;

c) De estupor, na qual o doente se sente confuso, não se recordando, em absoluto, do que se passou.

É esta a forma mais frequente, mas há outras duas que podem existir quer isoladamente, quer alternadamente com a primeira, e que são:

2) A epilepsia de Bravais-Jackson, assim designada a partir dos nomes daqueles que a descreveram, na qual o doente não perde a consciência, mas vê uma parte do seu corpo (um braço, por exemplo) agitada por movimentos involuntários, que duram mais ou menos tempo.

3) O «pequeno mal», cuja manifestação mais espetacular é a «ausência». O doente, que muitas vezes estava a falar, cala-se bruscamente; os seus olhos tornam-se vagos ou parecem fixar um ponto imaginário.

Ao fim de alguns segundos, ou alguns minutos, retoma o seu discurso, não tendo, também neste caso, qualquer recordação desta suspensão temporária da consciência.

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