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Causas

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As ideias sobre as doenças mentais têm, como sempre, evoluído segundo as diferentes épocas.

Após uma fase em que tudo era orgânico, e durante a qual se procuraram lesões em zonas precisas do cérebro, foram responsabilizadas perturbações psicológicas puras ligadas ao meio individual e social.

Hoje, regressa-se ao orgânico com a descoberta de perturbações de funcionamento das células do cérebro: os neurónios. Como sempre acontece, cada período contribuiu com a sua parte de verdade.

Por vezes, bastante raramente, é certo, lesões anatómicas do cérebro (tumores, por exemplo) traduzem-se por uma psicose. Também o ambiente tem o seu papel, ainda que este não seja determinante, e uma família que dê segurança é um bom fator de cura para um doente mental.

Mas os progressos mais importantes foram avançados pelo estudo da química do cérebro, e sobretudo desses famosos «mediadores» que transmitem o influxo de um a outro neurónio.

É quase certo que a esquizofrenia se faz acompanhar de uma perturbação da secreção das endorfinas, essas morfinas naturais antidor que o cérebro segrega, em particular sob a ação da acupunctura.

E isso não é mais do que o início de uma pesquisa árdua, mas prometedora.

Descoberta dos mecanismos científicos da ação da Acupuntura

acupuntura primeclin 300x225 - Descoberta dos mecanismos científicos da ação da Acupuntura

Esta descoberta foi um dos mais espetaculares progressos não só da acupuntura. mas também da medicina em geral, neste último decénio É no domínio da dor que estes trabalhos se encontram mais avançados. Foi demonstrado que a estimulação dos pontos provoca reações a dois níveis:

• Ao nível da espinal medula, onde a sensação dolorosa e bloqueada por uma verdadeira «cancela» que impede a sua passagem para o cérebro. Pensou-se inicialmente que este bloqueio era de ordem elétrica e se fazia a um determinado nível da medula. Não é verdade; são vários andares medulares que estão interessados, e as estruturas nervosas segregam uma substância química, a substância P. cuja finalidade é reforçar a sensação dolorosa. A estimulação dos pontos bloqueia a libertação de substância P e reduz assim a importância da mensagem dolorosa.

• Por outro lado, ao nível do cérebro, são segregadas numerosas substâncias, denominadas mediadores químicos, que transmitem as ordens de uma célula nervosa para outra. Entre estes existem alguns, chamados endorfinas, que são verdadeiras morfinas naturais, substâncias antidor. Ora, e isto foi demonstrado de variadas maneiras, a acupuntura liberta essas morfinas naturais. Foram mesmo encontrados os pontos do cérebro onde elas são fabricadas em maior ou menor quantidade.

Além da questão da dor, outras descobertas foram feitas: conhece-se, mais ou menos, graças ao microscópio eletrónico, a estrutura dos pontos de acupuntura. Trata-se de pequenas formações nervosas, às quais chegam fibras nervosas particulares (provavelmente com origem no sistema nervoso do feto) que permitem transmitir a estimulação nervosa dez vezes mais depressa do que as outras formações nervosas. Compreende-se assim a razão pela qual. nas anestesias sob acupuntura é preciso iniciar a estimulação ainda antes do começo da operação para «fechar a cancela» antes da chegada da dor.
A par deste mecanismo, atualmente bem estabelecido, ainda há muita coisa a descobrir. Resumo esquematicamente as principais questões que se nos colocam;

— Que se passa ao longo dos misteriosos meridianos que sulcam o nosso corpo?
— Quais são as vias de passagem entre o ponto de estimulação e os recetores do cérebro?
— Por que é que alguns pontos têm uma ação direta (do mesmo lado do corpo) e outros uma ação cruzada (do outro lado)?
— Finalmente, como age a acupuntura diretamente sobre os órgãos? Não podemos esquecer que as endorfinas desempenham um papel na obesidade e na diabetes, e vimos que a acupuntura intervém na sua secreção.

A acupuntura abre assim um campo imenso de exploração a todos os níveis do nosso ser. Nesse sentido, foi possível dizer-se que da será uma das vias mais gloriosas da ciência medica do terceiro milénio.

Causas

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Podemos distinguir duas grandes origens:

• A paralisia facial, dita de origem central, porque a sua origem se encontra no cérebro. Houve, por exemplo, uma embolia ou uma hemorragia que atingiu a região onde tem origem o nervo facial.

Mas é raro que a paralisia se limite então ao nervo. Geralmente, existe também uma paralisia de metade do corpo (hemiplegia) e do lado oposto ao meio rosto atingido;

• Na maior parte dos casos, felizmente, o nervo é atingido no seu trajeto periférico. Durante muito tempo, estas paralisias foram chamada a frigore, porque se julgava que eram devidas ao frio.

Na verdade, trata-se, na maioria dos casos, de um ataque por um vírus ou de uma pequena hemorragia no trajeto do nervo.

Formas e Causas

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Para compreendermos bem as causas dos estrabismos, temos de ter presente o funcionamento do globo ocular. Este «flutua» literalmente num meio fluido composto por gordura, situado na cavidade da face que constitui a órbita.

Acontece que o globo está aí fixado por meio de um conjunto de músculos que desempenham o papel de roldana e que, ao mesmo tempo que o sustentam, o fazem mover nos diferentes sentidos do espaço. Não há menos de seis músculos para fazerem mover o olho; quatro deles fazem-no girar francamente numa das direções do espaço, para cima, para baixo, para dentro e para fora, por isso os designamos por músculos direitos. Os dois últimos músculos fazem girar o globo sobre si próprio. Normalmente, os movimentos dos dois olhos são rigorosamente síncronos, encontrando-se o «computador» ao nível do cérebro.

Mas basta que, por qualquer razão, um músculo seja deficiente para facilmente compreendermos que os dois olhos vão divergir. O doente começa a ter os olhos «tortos».

Há dois grandes tipos de causas susceptíveis de provocar um estrabismo.

No adulto, este é geralmente secundário a um problema cerebral. Com efeito, cada um dos músculos possui o seu nervo particular que pode ser atingido em qualquer ponto do seu percurso, mas particularmente na sua origem e, frequentemente na sequência de uma doença por vírus, ou de uma pequena hemorragia, o doente começa de súbito a ver uma imagem dupla; é aquilo a que damos o nome bárbaro de diplopia.

Na criança, pelo contrário, o estrabismo surge muito cedo, logo nos primeiros meses, e está associado ou a uma deformação de um dos músculos, demasiado longo ou demasiado curto, ou a uma má «montagem» cerebral, em que o paralelismo não se estabelece. Seja qual for a causa, é necessário intervir muito rapidamente porque, ao contrário do adulto, a quem a diplopia provoca grande incómodo, a criança habitua-se depressa à sua desgraça. Põe um olho, de certo modo, a «dormir», habituando-se a só olhar com o outro. Mas acontece que a visão binocular é absolutamente necessária para a apreciação exata das distâncias.

Formas e Causas

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Sendo os sons, como todas as sensações, apercebidos pelo cérebro, a surdez é a consequência de um qualquer obstáculo colocado no seu caminho, entre o mundo exterior e as zonas cerebrais aptas a recolhê-los.

Vejamos assim qual é esse caminho, e encontraremos de passagem os diferentes obstáculos que nele podem existir.

Continuamos a falar de um ouvido. Mas os anatomistas distinguem três:

• O ouvido externo, que vai desde o exterior até à membrana do tímpano;

• O ouvido médio, ou caixa do tímpano, onde se encontram os pequenos ossículos que transmitem o som;

• O ouvido interno, que contém os centros que registam o som e que, simultaneamente, aliás, são os centros do equilíbrio;

• Finalmente, o nervo que daí parte, ou nervo auditivo, e conduz essas sensações ao cérebro.

O conduto auditivo pode apresentar-se tapado já ao nível do ouvido externo; isso acontece por vezes na criança, por introdução de um corpo estranho, um pequeno objecto que ela aí enfia (o autor destas linhas já aí viu, um dia, uma aranha com a sua teia), mas sobretudo, em qualquer idade, um rolhão de cerume, espécie de cera segregada pelo ouvido, que pode endurecer e obturar ambos os condutos, esquerdo e direito.

No ouvido médio, podem ocorrer principalmente dois tipos de perturbação: a otite e a otospongiose.

Não se trata, neste caso, da otite aguda que surge com grande impacte, febre, dor, etc, mas antes de otites que evoluem discretamente, «decapitadas» pelos antibióticos e que se revelam pela presença de um
líquido pegajoso e viscoso. As otites «serosas» são uma verdadeira «rolha» líquida que amortece os sons. Estas otites, na sua evolução, secam e acabam por retrair o tímpano, o que ainda é uma importante
causa de surdez.

Quanto à otospongiose, trata-se de uma curiosa doença que atinge os pequenos ossículos que transmitem o som. Estes, apesar da sua dimensão minúscula, estão ligados entre si por verdadeiras articulações.
Por vezes, uma destas articulações bloqueia-se, dois ossos soldam-se e os sons já não são transmitidos com todo o rigor.

Por muito diferentes que sejam os diversos tipos de surdez de que falámos, constituem um tipo de surdez de transmissão, uma vez que existe bloqueio da transmissão dos sons.

Pelo contrário, a surdez por afecção do nervo auditivo ou dos órgãos do ouvido interno é uma surdez de percepção, porque a doença afeta a recepção dos sons. Pode então tratar-se de infecções microbianas, de ataques por vírus ou de pequenas hemorragias.

E também se pode tratar de uma deformação ou de uma degenerescência do nervo auditivo. Esta é muitas vezes consequência da idade (as pessoas idosas ficam muitas vezes «duras de ouvido»). Mas existem
formas hereditárias que atacam as pessoas muito jovens. Finalmente, a surdez pode ser de nascença, na sequência de uma deformação ou de uma infecção durante a gravidez da mãe. Isso leva a que a criança seja surda-muda; é muda porque é surda e não pode repetir aquilo que não ouve.

Causas

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Do ponto de vista das causas, e reunindo todas as formas, as epilepsias dividem-se em dois grandes grupos:

• Aquelas em que é possível encontrar uma causa;

• Aquelas em que não é possível detectar qualquer causa, as chamadas «epilepsias essenciais».

Há que dizer desde já que a epilepsia é uma doença orgânica que não tem nada a ver com uma origem psicológica, ainda que possa ter repercussões sobre a vida mental num outro plano. Grandes homens foram epilépticos (Júlio César, por exemplo).

A epilepsia é devida a uma espécie de «curto-circuito» do funcionamento do cérebro. As suas causas conhecidas são múltiplas: traumatismos cranianos, infecções do cérebro mais ou menos antigas, deformação dos vasos sanguíneos cerebrais e, sobretudo, tumores cerebrais (há sempre que desconfiar da sua presença, nos casos em que a epilepsia aparece num adulto).

Quando não se consegue determinar uma causa, trata-se de epilepsia dita «essencial», mas, atualmente, graças aos exames complementares: electroencefalograma, e sobretudo o extraordinário scanner, a segunda variedade está a diminuir em relação à primeira, o que é um grande progresso.

Formas e causas

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Entre a infinita variedade das afeções nervosas encontramos, todavia, grandes quadros que resumem a maioria dos casos e que passamos a descrever, com as suas causas:

1) As hemiplegias: trata-se da paralisia de uma metade, direita ou esquerda, do corpo. A hemiplegia é geralmente consequência de uma perturbação que ocorre numa artéria do cérebro: ou então esta sangrou (hemorragia cerebral), ou ficou bloqueada (trombose);

2) As paraplegias: trata-se de uma paralisia da metade inferior do corpo, dos dois membros inferiores.
A sua causa é uma afecção da espinal medula, muitas vezes devido a um acidente. A medula está cortada, logo os nervos das pernas deixam de funcionar. Estão-lhe frequentemente associadas perturbações da evacuação da bexiga ou do intestino;

3) As polinevrites: o ataque situa-se ainda mais abaixo, não afetando senão a extremidade da perna e o pé. O doente caminha lançando o pé para a frente; diz-se, por analogia com a forma de caminhar do cavalo, que ele trota.
A causa é geralmente tóxica, e entre os tóxicos mais frequentemente em causa encontra-se, infelizmente, o álcool;

4) Os ataques difusos: estes afetam regiões diferentes do corpo, uma mão e uma perna, por exemplo. A doença típica que cria estas situações é a terrível esclerose em placas, que destrói o cérebro e a medula por meio de placas espaçadas que, portanto, dão origem a paralisias difusas e irregulares. A causa exata desta doença é desconhecida; atualmente atribuiu-se as culpas a vírus «lentos», que se fixariam sobre os nervos na infância e os destruiriam aos poucos.

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