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Causas

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A investigação das causas da obesidade já fez gastar milhões e correr rios de tinta.

As opiniões — tal como sempre acontece em medicina — evoluíram muito.

Primeiro começou-se por querer incriminar as «glândulas», e sobretudo as glândulas endócrinas, que se acabavam de descobrir, porque doenças raras (mixedema, etc.) se fazem acompanhar por uma sobrecarga de gorduras. Mas trata-se de excepções.

Posteriormente, em pleno período freudiano, pretendeu-se incriminar o excesso de alimentação, a «hiperfagia» do sujeito bloqueado na «fase oral».

Finalmente, na nossa época, regressando à hereditariedade, há quem se esforce por identificar os «genes» como responsáveis pelo aspecto bem nutrido.

Há uma parte de verdade em quase todas estas teorias.

— É certo que intervém com frequência um fator hereditário e que há famílias de obesos, sendo este fator hereditário, aliás, bastante próximo do da diabetes, já que ambas as doenças se encontram muitas vezes em simultâneo.

— Nem por isso é menos verdade que existe, pelo menos com igual frequência, uma «hereditariedade dos maus hábitos», na qual, com a maior boa-fé, o «atulhamento» começa logo na infância, e as pessoas comem demasiado sem sequer se darem conta.

— Há também as más condições da vida atual, a posição sentada por tempo excessivo, no escritório ou no automóvel, as refeições de negócios, o «petisco» de toda a espécie, que sobrecarregam o indivíduo.

— Há a causa psicológica: o indivíduo que come «qualquer coisita» ao longo de todo o dia para compensar o seu tédio ou a sua angústia.

— E, muito recentemente, descobriu-se que estão em causa mediadores químicos, esses misteriosos «mensageiros» do sistema nervoso; diferentes na obesidade do adulto, no qual se trataria de um estimulador da secreção da insulina que teria como efeito carregar as células de gordura, enquanto, na criança, é a secreção excessiva de prolactina, hormona normalmente «carregada» da lactação, que multiplicaria o número das células gordas.

Formas

images 4 - Formas

Embora no Ocidente não tenha interesse privilegiar tal ou tal aspecto da gripe, é preciso saber que no espírito da medicina chinesa há duas formas de gripe:

— A forma fria ou de «invasão», com arrepios, dor de cabeça, ardência na garganta e nariz tapado;
— A forma quente, com vermelhidão da face, suores, febre alta e tosse.

Os pontos

meridian image 300x176 - Os pontos

O tratamento põe em jogo uma das regras mais antigas da medicina chinesa: a utilização do meridiano.

É preciso estudar com atenção o trajeto exato da dor. No geral, esses trajetos são em número de três e
podem terminar das seguintes maneiras:

1) Do lado do polegar;

2) Mais ou menos no meio do dorso da mão;

1) Do lado do dedo mínimo.

Os pontos encontram-se assim todos situados na ponta e na base dos dedos correspondentes, tal como é indicado.

Nota. — Ainda que o trajeto doloroso termine mais ou menos acima no braço, é preciso imaginar a sua continuação até ao dedo correspondente e estimular os pontos assinalados.

Tratamento habitual

analgesicos 300x225 - Tratamento habitual

Quando é preciso tratá-la, utiliza-se grupos de medicamentos com atividades diversas:

• Uns agem por forma a «despejar» do corpo a água e o sal; são os diuréticos;

• Outros impedem a subida da tensão; são os chamados betabloqueadores;

• Outros, finalmente, agem sobre as hormonas hipertensivas que já referimos, inibindo a sua ação.

Em todo o caso, para a medicina clássica, o doente deve ser submetido a tratamento durante toda a sua vida.

Mas é difícil conseguir que um paciente que não se sente mal use drogas, que não são desprovidas de inconvenientes de toda a ordem, sendo o mais notável a impotência sexual.

Causas

277122 papel de parede relaxando e ouvindo musica 1920x1200 300x187 - Causas

As causas dos zumbidos não são todas exatamente conhecidas e esse penoso incómodo ainda põe a medicina perante difíceis perguntas.

Trata-se, indiscutivelmente, de uma irritação do nervo auditivo. Mas tal irritação pode verificar-se ao nível das próprias fibras nervosas ou ao nível dos meios líquidos do ouvido: labirinto e canais semicirculares.

Conforme os casos, é atribuída a uma afeção por vírus, por vezes também a uma congestão do nervo ou a um pequeno coágulo ao nível das artérias que o irrigam.

Também é muito frequente que os zumbidos venham na sequência de traumatismos sonoros, agudos ou repetidos (trabalhadores com motores de reação, compressores, etc).

Causas

doctor and patient art 6b7bbfdda5c09479 300x200 - Causas

Vemos que as prostatites são devidas a uma infecção da glândula por germes variados (colibacilo, estafilococo, até mesmo bacilo da tuberculose).

As causas do adenoma são desconhecidas; tudo o que podemos dizer desta doença é que é um pouco «simétrica» do fibroma da mulher, mas, quanto ao resto, a medicina tem de confessar a sua ignorância.

E, infelizmente, o mesmo sucede com o cancro. Tudo o que sabemos é que este está muito dependente das hormonas, agravado pelas hormonas masculinas, melhorado, pelo contrário, pelas hormonas femininas.

Lugar da nossa terapêutica

acupuntura estetica2 300x225 - Lugar da nossa terapêutica

Se existem doenças que à primeira vista, parecem inacessíveis à nossa terapêutica, essas são as doenças mentais. E, todavia, na China, hospitais psiquiátricos na sua totalidade consagram-se ao tratamento dos esquizofrénicos através da medicina tradicional.

Definição

Mucosa pathologie 300x193 - Definição

As doenças dos dentes, que representam todo um ramo da medicina — a estomatologia—, são demasiado numerosas e complexas para serem aqui tratadas em pormenor. Tanto mais que não se trata exclusivamente das doenças dos dentes, mas também de todas aquelas que afetam a implantação dos dentes nos maxilares.

Sabemos, com efeito, que os dentes estão colocados em pequenos compartimentos cavados nos ossos, que são designados por alvéolos. Existe todo um sistema complicado de «amarras» que ligam o dente ao seu alvéolo e que é suscetível de se relaxar, de infetar ou de se destruir com a idade. Esta «artrite» ou, em linguagem científica, esta parodontólise ainda não recebeu tratamento satisfatório.

A evolução da Acupuntura

images 6 - A evolução da Acupuntura

É um dado atualmente adquirido que a acupuntura é o mais velho remédio do mundo.

As suas origens perdem-se na noite dos tempos; a prova é-nos fornecida pelas descobertas arqueológicas, na sequência das pesquisas imensamente praticadas na China, desde há uns quinze anos. Em túmulos que datam do 2. milénio antes de Cristo, os investigadores encontraram, ao lado dos sarcófagos de príncipes e princesas, agulhas de ouro e prata, as primeiras intactas, as segundas oxidadas, evidentemente.

Como é possível que não tenhamos qualquer documento escrito sobre as origens da acupuntura?

A principal razão decorre das regras draconianas estabelecidas por um imperador que reinou cerca do ano 200 antes de Cristo, o imperador Hoang-Ti, o qual mandou destruir todos os livros que existiam na China, porque nada deveria subsistir do que o antecedera.

Em contrapartida, ele próprio mandou redigir tratados de medicina e impôs literalmente o método ao escrever: «O meu desejo é que não voltem a ser dados medicamentos que envenenam… Desejo somente que sejam utilizadas as misteriosas agulhas de metal.»

Se estas eram misteriosas para ele. como não o serão para nós?

Após a morte deste terrível autocrata. os sobreviventes reuniram as suas recordações aos documentos por ele deixados, e assim se constituíram os principais «livros» de acupuntura. Esses livros, embora por vezes coincidam, divergem frequentemente, e até se contradizem. E é este, para um ocidental, o primeiro obstáculo da medicina tradicional: ela é CONTRADITÓRIA.

Posteriormente, durante os séculos que se seguiram, fez-se um esforço prodigioso de aprofundamento do método, mas num sentido que, aos nossos olhos, parece desconcertante e que mostra a profunda diferença que, separa o espírito ocidental do do Extremo-Oriente

Com efeito, os Chineses esforçaram-se por integrar a sua medicina, não num contexto anatómico ou biológico, tal como nós fizemos, mas na sua filosofia. E isto através da magia dos números.

Os Chineses sempre estiveram e ainda estão fascinados pelos números. Para o espírito chinês a harmonia do mundo repousa sobre combinações de números. O 5, o 9 e o 12 revestem -se de um valor particular. E esses números têm correspondências em todos os domínios: astronomia, agricultura, trabalhos quotidianos… e medicina.

Aos cinco sabores, aos cinco odores, aos cinco elementos fundamentais correspondem, no corpo humano, cinco órgãos primordiais. Tudo se reúne assim numa perfeita harmonia, que enche de satisfação o espírito chinês.

Este é o segundo obstáculo para um ocidental: a medicina chinesa é uma medicina FILOSÓFICA.

Mas esta verdadeira osmose da medicina e da filosofia, embora seja muito satisfatória para o espírito chinês, tem o seu preço. Com efeito, a sua aplicação põe em jogo regras de espírito e de raciocínio muito diferentes do raciocínio analítico e lógico ao qual estamos habituados.

As regras de utilização da medicina chinesa recorrem a noções que nos parecem puramente especulativas: pontos e meridianos, maravilhosos vasos, energias ancestrais ou perversas; são estas algumas das palavras que nos evocam os «espíritos animais» e as «virtudes maléficas» dos nossos médicos da Idade Média.

Este é um terceiro escolho para um espírito ocidental: a medicina chinesa é uma medicina ESOTÉRICA.

Esta medicina, com as suas originalidades, atravessou, imutável, mil e quinhentos anos de história e manteve-se, sem alteração, até por volta de 1960. Foi assim que chegou ao Ocidente, por várias vias sucessivas.

Como seria possível que, com os seus três caracteres (contradição, filosofia e esoterismo), ela não tivesse parecido antipática a um espírito médico ocidental, precisamente apaixonado pelo raciocínio dedutivo e pelos conhecimentos científicos?

Como é então possível que semelhante medicina tenha podido implantar-se entre nós?

A resposta é simples: graças à sua eficácia! Utilizadas segundo as regras chinesas, as agulhas de acupuntura enfrentam as doenças e melhoram ou curam estados patológicos com uma facilidade muitas vezes desconcertante, enquanto, por vezes, a mediana química confessa a sua impotência. E isto faz-se quase sem dor. sem toxicidade, sem medicamentos. Assim, foi a prática que levou á adesão de numerosos médicos ocidentais. Mas há que dizer que criticas e sarcasmos não faltaram: há vinte anos, era preciso ter muita fibra para alguém se confessar acupuntor. Depois, bruscamente, tudo mudou. E a mudança veio, como era de esperar, da pátria de origem, a China.

As razões desta modificação são triplas: primeiro, a mudança do estado de espírito das autoridades em relação á sua própria medicina; tudo foram mobilizado para a reabilitar. Depois, a necessidade de divulgar esta medicina pelo maior número possível de práticos, os «médicos, descalços», encarregados de distribuir tratamentos, até nas mais pequenas aldeias, a uma população de mil milhões de seres humanos. Finalmente, o interesse em fazer progredir esta medicina em domínios que os amigos não podiam prever. Para realizar operações cirúrgicas ou o tratamento da surdez, por exemplo, era necessário um programa de pesquisas práticas e cientificas. Estas diversas razões explicam a espantosa evolução da medicina chinesa, de há vinte anos para cá. Esta evolução fez-se em quatro vias cuja importância é considerável e que explicam esta obra.

Estas quatro vias são as seguintes:

— Descoberta dos mecanismos científicos da ação da acupuntura-

— Descoberta de novos pontos de acupuntura;

— «Especialização» cada vez maior dos pontos;

— Utilização de novos modos de ação ao seu nível.

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