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Tratamento habitual

images 9 - Tratamento habitual

Os tratamentos para tão grande número de doenças não podem ser aqui indicados senão resumidamente, dado que deles se ocupa uma especialidade médica de modo exclusivo: a otologia.

Esquematizemos simplesmente as terapêuticas para os casos mais frequentes. Embora no caso do rolhão de cerume seja suficiente extraí-lo mediante a utilização de um jacto de água (nunca um objecto metálico!), as doenças do ouvido médio, otites e retrações do tímpano, são do âmbito da cirurgia, o que levou à criação da maravilhosa cirurgia da otospongiose, feita com microscópio.

Pelo contrário, as perturbações do ouvido interno são estritamente médicas. A surdez súbita ligada a um problema circulatório representa uma situação de verdadeira urgência, que impõe a rápida utilização de
vasodilatadores. Mas quando o nervo auditivo está doente, não há nada a fazer senão utilizar aparelhos cada vez mais miniaturizados e requintados, que, todavia, nunca podem substituir completamente o órgão em questão.

Definição

1 normal retina 300x199 - Definição

Antes de expor sobre as doenças da retina, convém precisar bem o que é este órgão.

Apresenta-se sob a forma de uma película, de uma «pele», se quisermos, que cobre o fundo do olho. Como o olho é, de certo modo, uma «bola», concebemos que o seu fundo seja uma semiesfera cuja concavidade está virada para a frente. É precisamente essa concavidade que é coberta pela retina.

Mas tal «película» não é outra coisa senão um alargamento do nervo da visão, o nervo óptico.

É a retina que recebe as imagens do exterior e as transmite ao cérebro; para isso, dispõe de duas categorias de células, os cones e os bastonetes, estando os primeiros preferencialmente encarregados da recepção das cores, e os segundos das formas.

Se acrescentarmos que todo este conjunto nervoso recebe o seu sangue de uma artéria que acompanha o nervo óptico, concebemos a complexidade deste aparelho da visão. É de notar que esta artéria, proveniente do interior da cabeça, basta, por simples observação, para nos dar uma ideia do estado das artérias do cérebro, e temos nela um meio simples para apreciar a circulação cerebral.

Formas e Causas

images 2 - Formas e Causas

Sendo os sons, como todas as sensações, apercebidos pelo cérebro, a surdez é a consequência de um qualquer obstáculo colocado no seu caminho, entre o mundo exterior e as zonas cerebrais aptas a recolhê-los.

Vejamos assim qual é esse caminho, e encontraremos de passagem os diferentes obstáculos que nele podem existir.

Continuamos a falar de um ouvido. Mas os anatomistas distinguem três:

• O ouvido externo, que vai desde o exterior até à membrana do tímpano;

• O ouvido médio, ou caixa do tímpano, onde se encontram os pequenos ossículos que transmitem o som;

• O ouvido interno, que contém os centros que registam o som e que, simultaneamente, aliás, são os centros do equilíbrio;

• Finalmente, o nervo que daí parte, ou nervo auditivo, e conduz essas sensações ao cérebro.

O conduto auditivo pode apresentar-se tapado já ao nível do ouvido externo; isso acontece por vezes na criança, por introdução de um corpo estranho, um pequeno objecto que ela aí enfia (o autor destas linhas já aí viu, um dia, uma aranha com a sua teia), mas sobretudo, em qualquer idade, um rolhão de cerume, espécie de cera segregada pelo ouvido, que pode endurecer e obturar ambos os condutos, esquerdo e direito.

No ouvido médio, podem ocorrer principalmente dois tipos de perturbação: a otite e a otospongiose.

Não se trata, neste caso, da otite aguda que surge com grande impacte, febre, dor, etc, mas antes de otites que evoluem discretamente, «decapitadas» pelos antibióticos e que se revelam pela presença de um
líquido pegajoso e viscoso. As otites «serosas» são uma verdadeira «rolha» líquida que amortece os sons. Estas otites, na sua evolução, secam e acabam por retrair o tímpano, o que ainda é uma importante
causa de surdez.

Quanto à otospongiose, trata-se de uma curiosa doença que atinge os pequenos ossículos que transmitem o som. Estes, apesar da sua dimensão minúscula, estão ligados entre si por verdadeiras articulações.
Por vezes, uma destas articulações bloqueia-se, dois ossos soldam-se e os sons já não são transmitidos com todo o rigor.

Por muito diferentes que sejam os diversos tipos de surdez de que falámos, constituem um tipo de surdez de transmissão, uma vez que existe bloqueio da transmissão dos sons.

Pelo contrário, a surdez por afecção do nervo auditivo ou dos órgãos do ouvido interno é uma surdez de percepção, porque a doença afeta a recepção dos sons. Pode então tratar-se de infecções microbianas, de ataques por vírus ou de pequenas hemorragias.

E também se pode tratar de uma deformação ou de uma degenerescência do nervo auditivo. Esta é muitas vezes consequência da idade (as pessoas idosas ficam muitas vezes «duras de ouvido»). Mas existem
formas hereditárias que atacam as pessoas muito jovens. Finalmente, a surdez pode ser de nascença, na sequência de uma deformação ou de uma infecção durante a gravidez da mãe. Isso leva a que a criança seja surda-muda; é muda porque é surda e não pode repetir aquilo que não ouve.

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