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A Utilização de novos modos de ação ao seu nível

digitopuntura 10222 300x199 - A Utilização de novos modos de ação ao seu nível

Também aqui os progressos foram consideráveis, a tal ponto que podemos falar de revolução.
Existem, a par da tradição, duas formas de estimulação: as agulhas e a aplicação de calor sob a forma de cones incandescentes de pó, os «moxas».
Mesmo no domínio tradicional, observam-se modificações no modo de aplicação
Existia o hábito de tratar os doentes, fase após fase, com breves sessões espaçadas. Obtinham-se assim resultados interessantes, mas esses resultados melhoraram incomparavelmente com tratamentos em série: sessões de alguns minutos praticadas todos os dias, durante semanas, ou mesmo meses. Melhor ainda, acontece com bastante frequência que a agulha é fixada em permanência na pele. É esse um dos modos de estimulação permanente. Veremos outros na sequência deste trabalho.
Com efeito, os pesquisadores chineses multiplicaram os meios de ação ao nível dos pontos. Dai proporem, segundo as doenças, a utilização de ventosas, de pequenos martelos munidos de numerosas pontas, de incisões cirúrgicas, de colocação de agrafos ou de fios que servem ao cirurgião para fazer suturas.

Mas três métodos, sobretudo, atraem a nossa atenção:
— A aplicação de pastilhas;
— As injeções medicamentosas;
— A estimulação elétrica.
O primeiro método consiste em pôr pontos em contacto com uma pastilha metálica. Coberta com uma gaze. a pastilha pode assim ser mantida durante dias. se necessário, sem causar o menor incómodo. Esta pratica, certamente sedutora pela sua simplicidade, necessita, todavia, de ser verificada em grandes séries de doentes, a fim de se apreciar a sua eficácia.
As injeções medicamentosas são praticadas «dentro» do próprio ponto. Os produtos utilizados, pelos Chineses pertencem a farmacopeia tradicional, como a raiz da angélica, ou à medicina ocidental, como, segundo os casos, as vitaminas, extrato placentário, ou mesmo produtos homeopáticos.
Quanto a administração de corrente elétrica, ela é feita de duas maneiras diferentes. A partir de um gerador de eletricidade é possível ligar pequenos elétrodos a agulhas previamente introduzidas na pele; é esta a prática utilizada nas operações cirúrgicas: após a implantação das atulhai, a corrente é ligada e o doente é submetido à acupuntura
elétrica meia hora antes e durante todo o tempo de duração da intervenção. Esta passa-se então sem dor, o doente mantém-se perfeitamente consciente, fala, bebe e por vezes come no decurso da operação.
Mas pode também aplicar-se uma corrente elétrica diretamente sobre a pele. Este método começa a ser utilizado em todo o mundo. Especialmente na França, é desta forma que em certos hospitais, os toxicodependentes são desintoxicados sem medicamentos.
É certo que a maior parte destas técnicas são experimentais. No entanto, é também certo que a colocação permanente, ao nível dos pontos, de pequenos aparelhos transistorizados cria uma dimensão nova para esta espécie de medicina.
Além disso, em contrapartida, e bastante paradoxalmente, redescobre-se o mais simples método de estimulação: a massagem cutânea ou a pressão do dedo sobre os pontos, o que muitas vezes permite obter resultados igualmente interessantes; a única diferença com relação aos métodos mais sofisticados deve-se ao facto de uma estimulação mais
intensa provocar uma ação mais rápida, e sobre uma zona mais vasta.
Por exemplo, a pressão de um dedo sobre um ponto do pulso conduz a um resultado sobre a fronte, enquanto a aplicação da corrente elétrica se exerce também sobre todo o lado da cabeça e da nuca e até sobre parte do ombro vizinho.
Na verdade, seja qual for o meio utilizado, o que conta é a estimulação regular, intermitente ou continua, que, para além de uma ação imediata, já interessante, permite um tratamento de fundo de doenças tão graves como a hipertensão ou a esquizofrenia, por exemplo. Melhor ainda, tudo leva a crer que esta forma de utilização desempenha um papel preventivo sobre a aparição de doenças ou de perturbações de toda a ordem.
Temos assim á nossa disposição um método flexível:

— Que permite tratar numerosas doenças, estimulando, sem medicamentos, a reação do próprio doente;
— Que pode ser colocada cm todas as mãos, porque não apresenta o mínimo inconveniente ou perigo;
— Que pode, finalmente, ser associada a todas as terapêuticas que
quisermos, sem nenhuma contra-indicação.

Sem qualquer dúvida, trata-se de um dos caminhos do futuro para a medicina, uma via que ocupará um lugar privilegiado na luta contra as doenças.
Com efeito, ela satisfaz duas condições que lhe garantem, na nossa opinião, uma vantagem notável:

• Evita, no todo ou em parte, a medicação e, sobretudo, a perigosa automedicação química;
• Permite ao doente «tomar conta de si» e, sem reduzir minimamente o papel do médico, contribuir, pela sua assiduidade e pelas suas próprias observações, para a sua própria cura;
• Representa exatamente o tipo de medicina preventiva que os poderes públicos procuram — com muita razão —promover por toda a parte. É esta a esperança que formulamos e é esta a finalidade que propomos aos nossos leitores neste trabalho.

Modo de emprego

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A estimulação por massagem manual ou agulha deve ser feita de forma repartida, dez minutos três vezes ao dia, durante mais tempo quando a perna incha.

A tentativa de proceder a uma estimulação permanente por meio de pastilhas ou de eletricidade pode ser levada a cabo, especialmente de noite.

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