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Lugar da nossa terapêutica

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Esta não é indicada nas flebites profundas ou superficiais, nas quais só poderá ter um papel complementar.

Atua pouco sobre a dilatação varicosa em si, mas, pelo contrário, os seus efeitos sobre as suas consequências são excelentes, quer se trate da sensação de pernas pesadas, inchaços ou edemas ou até mesmo de úlceras varicosas; a sua utilização regular leva a melhoras importantes e tem um papel de prevenção substancial quando se pretende evitar a sua aparição.

Sinais e formas

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A flebite profunda ocorre, na grande maioria dos casos, após uma intervenção cirúrgica ou um parto. Os médicos do século passado já tinham descrito muito bem esta doença: todo o membro fica grosso, branco e mole, e tal situação é acompanhada por dor e febre.

Na verdade, nos nossos dias, não se chega a esse estado. Logo que um operado sente uma pequena dor na barriga da perna, ou uma dormência, ou uma sensação de peso, é preciso iniciar o tratamento a fim de evitar essa evolução e as suas complicações, entre as quais a temível embolia pulmonar.

A periflebite é muito diferente. Na sequência de um choque ou de uma ferida do pé, ou ainda espontaneamente, surge uma placa vermelha sobre a barriga da perna, que não se deve confundir com um abcesso. Mas muito depressa se forma um «cordão venoso»; a veia endurece, transforma-se num cordão duro, vermelho e doloroso. O coágulo encontra-se sob a pele, na parte alta desse cordão.

As varizes aparecem primeiro sob a forma de varicosidade, fina rede capilar que se manifesta em zonas das coxas ou das pernas.

Depois forma-se a variz propriamente dita; a veia, até então pouco visível sob a pele, incha e assemelha-se a uma verdadeira serpente tortuosa ao longo da perna e da coxa.

Esta fase é precedida por todo um passado de sensações de «perna pesada», depois de inchaço, «de edema», que surge primeiro à noite e depois durante todo o dia.

Infelizmente, seguem-se, com frequência, múltiplas complicações: pigmentação ocre da perna, esclerose envolvente, verdadeira bota de pele apertada em redor da perna, e sobretudo úlceras varicosas, pequenos buracos situados geralmente acima dos tornozelos, muitas vezes horrivelmente dolorosos e muito persistentes.

Causas

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As flebites profundas estão ligadas a uma perturbação da coagulação, que cria o coágulo obstrutor, como já vimos.

O mecanismo das varizes é mais complexo. Para o compreendermos, é preciso ter presente o mecanismo da circulação de regresso e, por conseguinte, a estrutura da veia.

Com efeito, o sangue venoso, contrariamente ao sangue arterial não tem pressão; o regresso ao coração só se pode fazer através dos movimentos do membro transmitidos à veia. Mas, em consequência o sangue poderia igualmente progredir em direção ao coração ou voltar a descer para os pés. Para evitar este refluxo, existem na veias pequenas válvulas, que têm como função impor ao sangue um caminho obrigatório em direção ao coração. Quando estas válvulas são insuficientes ou forçadas, o sangue reflui; logo, a veia dilata-se e torna-se varicosa, provocando todas as complicações já referidas, pernas inchadas, úlceras, etc.

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