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Definição

Homem urinando no banheiro cor 182x300 - Definição

Entende-se por infeções urinárias as infecções das vias condutoras da urina, que são, de cima para baixo, o bacinete, o uréter e a bexiga.

As infeções do conduto terminal, a uretra, são excluídas desta definição. «E as do rim?», perguntará o leitor. As infeções do rim são muito raras, e quando se fala de nefrites, o que etimologicamente deveria querer dizer infeção do rim, não se trata de uma verdadeira infeção, mas de uma inflamação de natureza muito diferente.

Pelo contrário, a infecção das vias urinárias pode provocar, como reflexo, uma destruição do rim; é por isso que as infecções saio tão perigosas, tanto mais que muitas vezes evoluem silenciosamente.

Evolução

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A evolução espontânea está semeada de complicações.

É certo que um indivíduo bem vigiado já não deverá entrar em coma, mas as artérias estão em perigo ao nível dos olhos, do coração, das pernas e dos rins.

A afecção das artérias é muitas vezes hereditária. Mas é indiscutivelmente agravada por um deficiente controlo da diabetes. Daí o interesse de uma vigilância contínua feita pelo próprio doente por meio de pequenas tiras de papel, que servem para molhar com urina ou uma gota de sangue.

Tratamento habitual

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Das causas expostas, é fácil deduzir que o tratamento comporta dois âmbitos: um mental, o outro orgânico.

O tratamento psicológico continua a ser o mais importante, mas não é fácil. Trata-se, para começar, de educar ou reeducar os reflexos da criança, de a fazer urinar a horas certas durante o dia, de a levantar e, melhor ainda, de a acordar realmente, uma ou duas vezes por noite.

Alguns pequenos instrumentos são muito úteis, porquanto acordam a criança por meio de um sistema de alarme desencadeado pela urina.

E também é preciso desdramatizar a situação, tanto em relação à criança como em relação… aos pais, fazer-lhe sentir e fazer-lhes compreender que não é normal, nem porco, nem culpado.

Tudo isso exige muito tacto e muita perseverança…

Desde há algum tempo, verifica-se a utilização de medicamentos sobre a componente «orgânica» do sintoma. Trata-se, coisa curiosa, de produtos utilizados nas perturbações mentais, como a imipramina, mas que, nestes casos, têm uma ação sobre a motricidade da bexiga.

Sinais e formas

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A retenção pode ser aguda. Num sujeito que, até então, urinava normalmente, ou tinha uma pequena dificuldade, ocorre bruscamente uma paragem completa das urinas. Todavia, a vontade de urinar mantém-se e até repetidamente, mas, apesar dos esforços, não «sai» nada. Muito rapidamente o incómodo transforma-se em dor, e depois numa verdadeira tortura; o doente, exorbitado, pede que lhe acudam de qualquer maneira.

Mas a retenção também pode ser incompleta; o doente urina parcialmente, mas com frequência; finalmente, a urina sai gota a gota, permanentemente.

Nos dois casos, há um sinal comum: a aparição de uma «bola» no baixo-ventre, que não é mais do que a bexiga dilatada pela acumulação das urinas.

Quando nos apoiamos sobre esta bola, que se designa por «globo vesical», o sofrimento do doente atinge o seu ponto máximo.

A incontinência urinária é o inverso do que antes referimos. Nesse caso, o doente não pode reter as suas urinas; estas escorrem constantemente, ou então por jatos, e muitas vezes na sequência de um esforço: tosse, riso, etc.

Já vimos que, no primeiro caso, retenção e incontinência são por vezes difíceis de distinguir.

Excluímos das incontinências a enurese, o «xixi na cama» noturno das crianças, tratado no capítulo anterior.

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