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Definição

colelitiasis 300x188 - Definição

A vesícula biliar, essa pequena bolsa pendurada sob o fígado, desempenha na alimentação o mesmo papel de uma barragem na irrigação das culturas.

Com efeito, o fígado fabrica constantemente bílis, mas a presença desta só é necessária no momento da digestão, daí a necessidade de um armazenamento num órgão reservatório que a retém quando ela não é útil e a liberta quando tal se torna necessário.

Esse pequeno órgão é a vesícula biliar, a bolsa de fel dos antigos, que está ligada ao fígado e ao intestino por um conjunto complexo de canais.

A patologia desses canais é mais ou menos idêntica à da vesícula biliar; por isso pode ser estudada em bloco com ela.

Tratamentos habituais

550px Get Rid of Tonsil Stones Step 5 preview3 300x169 - Tratamentos habituais

Estes dividem-se entre terapêutica, médicas e cirúrgicas.

— As colecistites exigem frequentemente um tratamento antibiótico massivo.

— Os cálculos e as suas complicações eram até há poucos anos apanágio exclusivo da cirurgia. Há pouco tempo surgiram produtos que desfazem os cálculos na vesícula, mas só se se tratar de cálculos de colesterol, e tais medicamentos nem sempre são bem tolerados.

— Quanto às discinesias, a sua existência arrastou consigo, por assim dizer, a criação de um enorme mercado de produtos farmacêuticos ditos «coléritos» que se propõem excitar ou retardar as contrações
do órgão. Na realidade, o que convém é um método que harmonize os movimentos da vesícula e os medicamentos dificilmente o conseguem.

— A crise de cólica hepática necessita da utilização de calmantes muito
poderosos em pílulas, supositórios ou injeções.

Sinais e formas

08 02 300x161 - Sinais e formas

1) A zona é uma afeção muito curiosa.

Manifesta-se ao longo de um nervo e traduz-se pelo aparecimento de verdadeiras «zonas» de bolhinhas,
que surgem a partir de placas vermelhas situadas aqui e ali, ao longo do trajeto do nervo. Esta erupção faz-se acompanhar de febre e de dores violentas, que pode ser do tipo agudo e superficial, ou picada, ou guinada, etc.

Acontece, infelizmente, que, mesmo depois de a erupção ter desaparecido, as dores podem persistir durante meses e anos. O que torna a vida do infeliz doente absolutamente intolerável, e já levou alguns deles ao suicídio.

Como existem nervos sob toda a pele, a zona pode «sair» em qualquer região do corpo, mas com a característica de ser estritamente unilateral. Tem-se uma zona à direita ou à esquerda, mas não dos dois lados.

A localização mais frequente é o tórax, ao longo do nervo intercostal: o doente apresenta erupções sobre metade do peito, com duas placas nas costas, uma de lado, uma ou duas sobre o seio.

Mas a zona pode ter outras localizações, e, em particular, aparecer na face: uma das formas mais perigosas é a zona oftálmica, que produz o aparecimento de vesículas sobre a testa e sobre o couro cabeludo, mas cuja gravidade reside no facto de atingir o olho com todos os riscos que tal situação acarreta: queratite, perfuração ocular, névoa residual.

2) Qual a razão que nos leva a colocar a varicela, uma doença benigna, se considerarmos que as há, a par da zona?

Porque é a mesma doença. Um doente portador de zona pode transmitir a varicela a crianças com quem está em contacto, e julga-se que o vírus da varicela vai fixar-se em formações nervosas e «faz recaída» sob a forma de zona no adulto.

A varicela da criança é, aliás, constituída também por pequenas vesículas, mas que surgem espalhadas por toda a pele e nas mucosas e evoluem em várias fases de aparecimento durante quinze dias a três semanas.

3) Quanto ao herpes é, se quisermos, uma zona em ponto pequeno.

Não aparece mais de um ou dois agrupamentos de bolhas sobre a pele ou sobre as mucosas.

Mas o herpes é recidivante — muitas vezes quando o doente tem febre, ou, na mulher, na altura das regras — e a sua recidiva está sempre localizada no mesmo sítio: lábios, nariz, nádegas.

Há duas localizações particularmente dolorosas: sobre os órgãos genitais (masculino e feminino) e no olho (herpes conjuntival), no qual os perigos são os mesmos do que no caso da zona.

Além disso, um herpes genital na mulher grávida pode contaminar o recém-nascido, provocando perturbações cerebrais graves (encefalite).

Formas e causas

linfaticoshigado 300x245 - Formas e causas

Os sintomas vesiculares que descrevemos acima agrupam-se de uma maneira diferente segundo as doenças que afetam a vesícula.

Essas doenças podem agrupar-se em três categorias:

— As infecções da vesícula ou colecistites;

— As perturbações do funcionamento vesicular ou discinesias;

— Os cálculos vesiculares e as suas complicações.

As colecistites são devidas à invasão da vesícula pelos germes intestinais. São elas que provocam os maiores acessos febris. Por vezes, a colecistite está supurada, impondo medidas urgentes, tanto médicas
como cirúrgicas.

As discinesias são consequência de deficientes contrações do órgão que, como todos os músculos, se deve contrair para expelir o seu conteúdo. As contrações podem ser insuficientes ou, pelo contrário, excessivas, ou ir alternadamente de um extremo ao outro, o que é o caso mais frequente.

Mas o maior problema é o dos cálculos biliares. Estes cálculos estão presentes em volume e em número extraordinariamente variáveis.

Alguns são enormes, com várias gramas, ocupando todo o interior do órgão; outros são minúsculos e numerosíssimos, constituindo a lama biliar.

Além das perturbações de funcionamento que provocam, os cálculos podem migrar nas vias biliares, desencadeando uma cólica hepática, ou ficarem aí bloqueados, provocando uma icterícia por retenção.

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