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Sinais

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É óbvio que o sinal mais evidente de todas estas deformações é a perturbação ocular. Esta afeta, conforme a anomalia em causa, uma parte do campo de visão. O míope vê bem «ao perto» e mal «ao longe»; o hipermetrope vê bem «ao longe» e mal «ao perto». Acontece o mesmo ao presbita, e o primeiro sinal de necessidade de óculos é quando ele afasta cada vez mais o seu jornal para o ler.

Definição

miopia 300x200 - Definição

Estas três perturbações da visão, aqui não se trata de doenças, estão ligadas a uma deficiente «focagem» das imagens sobre a retina.

Que significa esta palavra «focagem», habitualmente utilizada pelos fotógrafos? A focagem, no caso dos olhos, é a reprodução exata mas reduzida das imagens exteriores sobre a retina; esta representação é, aliás, invertida: um homem, por exemplo, é representado de cabeça para baixo, mas o cérebro restabelece o bom senso. O que mais conta é a nitidez dos contornos; e esta é devida ao facto de o olho normal reproduzir o objeto no ponto exato em que ele deve ser reproduzido, isto é, sobre a retina, alargamento do nervo ótico.

Todos os estudantes fizeram a experiência de concentrar os raios de sol através de um vidro de relógio e de recolher a imagem sobre uma folha de papel. Sabemos bem que há uma distância precisa e variável segundo a curvatura do vidro para que a imagem do Sol fique reduzida a um ponto… que por vezes queima a folha. Acontece o mesmo com o olho normal, que é feito de meios transparentes equivalentes ao nosso vidro: a córnea, o humor aquoso, o humor vitreo, o cristalino.

Mas se estes meios — o tal «vidro de relógio» — forem demasiado curvos ou, inversamente, demasiado planos, é compreensível que a imagem perfeita se vá formar diante ou por trás da retina; e estamos assim perante um míope ou um hipermetrope. Em qualquer dos casos, a imagem recebida será pouco nítida.

Quanto à presbitia, é, de certo modo, uma hipermetropia relacionada com a idade. Por volta dos cinquenta anos, em geral, os meios transparentes do olho, e sobretudo a córnea, endurecem, alteram a curvatura do olho, e voltamos ao caso precedente.

Formas e Causas

estrabismo 205x300 - Formas e Causas

Para compreendermos bem as causas dos estrabismos, temos de ter presente o funcionamento do globo ocular. Este «flutua» literalmente num meio fluido composto por gordura, situado na cavidade da face que constitui a órbita.

Acontece que o globo está aí fixado por meio de um conjunto de músculos que desempenham o papel de roldana e que, ao mesmo tempo que o sustentam, o fazem mover nos diferentes sentidos do espaço. Não há menos de seis músculos para fazerem mover o olho; quatro deles fazem-no girar francamente numa das direções do espaço, para cima, para baixo, para dentro e para fora, por isso os designamos por músculos direitos. Os dois últimos músculos fazem girar o globo sobre si próprio. Normalmente, os movimentos dos dois olhos são rigorosamente síncronos, encontrando-se o «computador» ao nível do cérebro.

Mas basta que, por qualquer razão, um músculo seja deficiente para facilmente compreendermos que os dois olhos vão divergir. O doente começa a ter os olhos «tortos».

Há dois grandes tipos de causas susceptíveis de provocar um estrabismo.

No adulto, este é geralmente secundário a um problema cerebral. Com efeito, cada um dos músculos possui o seu nervo particular que pode ser atingido em qualquer ponto do seu percurso, mas particularmente na sua origem e, frequentemente na sequência de uma doença por vírus, ou de uma pequena hemorragia, o doente começa de súbito a ver uma imagem dupla; é aquilo a que damos o nome bárbaro de diplopia.

Na criança, pelo contrário, o estrabismo surge muito cedo, logo nos primeiros meses, e está associado ou a uma deformação de um dos músculos, demasiado longo ou demasiado curto, ou a uma má «montagem» cerebral, em que o paralelismo não se estabelece. Seja qual for a causa, é necessário intervir muito rapidamente porque, ao contrário do adulto, a quem a diplopia provoca grande incómodo, a criança habitua-se depressa à sua desgraça. Põe um olho, de certo modo, a «dormir», habituando-se a só olhar com o outro. Mas acontece que a visão binocular é absolutamente necessária para a apreciação exata das distâncias.

Lugar do nosso tratamento

cirurgia1 300x200 - Lugar do nosso tratamento

Trata-se de perturbações em relação às quais os nossos pontos de estimulação parecem não ter —à primeira vista, podemos dizê-lo! — nenhum papel a desempenhar. E, todavia, as operações que referimos acima mostram bem que a perturbação é orgânica e suscetível de melhoras.

É a este nível que podemos agir, atenuando uma perturbação da visão, especialmente na criança, retardando a idade da presbitia na idade madura.

Lugar da nossa terapêutica

acupuntura estetica 300x225 - Lugar da nossa terapêutica

Esta tem um papel bastante limitado, mas importante, nos dois casos extremos; por um lado, na cegueira brusca, a estimulação enérgica dos pontos pode salvar a visão, enquanto se espera o tratamento médico; por outro lado, na situação oposta, caso das retinites ou da ausência de tratamento válido, a estimulação regular dos pontos tem uma ação que não é de desprezar.

Tratamento habitual

ExcimerLaser equipamento para cirurgia refrativa 300x292 - Tratamento habitual

Na presença de situações e de causas tão diversas, este poderá ser muito variado.

No descolamento da retina, a operação é sempre de considerar no caso de afeção vasta. Mas verificou-se um notável progresso com a utilização do raio laser em oftalmologia. Este «recola» efetivamente as pequenas lacerações e, desse modo, faz cessar qualquer evolução desfavorável.

Assim, logo que existe uma pequena perturbação da visão, devemos ir sem perda de tempo ao consultório de um oftalmologista, o qual pode intervir instantaneamente e evitar muitas catástrofes.

As afecções vasculares representam uma extrema urgência, e convém aplicar, o mais depressa possível, uma terapêutica dilatadora das artérias, que fará cessar o espasmo ou evacuará o coágulo.

Em contrapartida, somos muito mais impotentes perante uma retinite. Para além da evicção do tóxico, utilizamos vitaminas B 1, B 6 e B 12, etc, na tentativa de fazer o nervo recuperar alguma vitalidade.

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